quinta-feira, 28 de julho de 2011

Bye Amy!


A notícia da morte de Amy era esperada. Não que as pessoas torcessem por isso, mas do jeito que a coisa se desenhava, era óbvio que aconteceria. Eu só não imaginava que seria tão rápido.

Quando você gosta de alguém ou pelo menos tem certo apreço, sempre torce para que essa pessoa fique bem e se recupere. Era o que eu esperava de Amy. Que ela saísse do buraco, e ficou claro que ela estava caminhando para um bem fundo quando veio ao Brasil em janeiro.

Amy foi um dos últimos suspiros criativos e originais que apareceram na esfera da música pop mundial nos últimos anos. Uma artista talentosa, com atitude e personalidade. Por isso, antes de se dizer fã de Amy Winehouse ou de sair esculhambando a cantora, é bom conhecer um pouco mais sobre sua carreira…

…Escândalos, drogas e problemas de saúde insistiram em prejudicar sua carreira e despertaram o interesse da imprensa, que esquecia de noticiar sua música e seu talento.

Começando pela idade em que morreu, 27 anos. A mesma idade de Jim Morrison, Jimi Hendrix, Janis Joplin, Brian Jones, Robert Johnson e Kurt Cobain quando morreram. Intrigante e curioso, mas não passa de uma triste coincidência. (ou não)

Mais uma vez a música fica de lado, em segundo plano, para dar vez a comentários infundados e superficiais sobre sua vida ou a adjetivos pejorativos que tentem simplificar sua passagem por aqui. Triste de ver....

A verdade é que “Back To Black” de Amy Winehouse é um dos melhores discos de música pop dos últimos quinze anos. Um caldeirão de jazz, soul, blues, rock, reggae e R&B. Tudo bem misturado, bem temperado, sem parecer antigo e sem cara de novo. Uma personalidade sonora poucas vezes vista e ouvida, pelo menos recentemente.

Bye Amy, obrigada por ter significado tanto musicalmente e tenha certeza de que seu papel foi feito: Sua musica não morrera!